23 abril 2014

Ando desenvolvendo uma obsessão por lingeries. Percebi que isso chegou no auge quando hoje, na Chantal Thomass aqui em Paris, minha marca preferida de lingerie, senti aquele frio na barriga que sinto quando estou numa livraria incrível. Explico: sou viciada em livros, desde que aprendi prematuramente a ler e escrever. Quem já foi na minha casa, sabe, tenho uma biblioteca que ocupa uma salinha inteira que faz as pessoas perguntarem: “mas você já leu TUDO isso?”. É além do meu controle, piro quando entro numa livraria, livro é quase um fetiche pra mim. Eis que me pego sentindo essa empolgação com lingerie também.

Mas, sobre a Chantal Thomass: é algo além de calcinha e sutiã e cinta-liga, não tem nada a ver com o aspecto funcional e básico que geralmente é associado a tais peças, principalmente no Brasil. É a haute couture das lingeries. É chique, é sexy, é excitante, dá vontade de comprar e ir direto ter uma noite de sexo incrível (mas tem que ser incrível, porque não dá pra usar Chantal Thomass e ter algo mais ou menos). Já dita todo um clima a priori. E daí fiquei me perguntando porque no Brasil não temos tanto essa cultura da lingerie. Algo tão essencial e feminino e belo.

 

A criadora da marca, Chantal Thomass

A criadora da marca, Chantal Thomass

 

Se vier pra Paris então, fica a dica. Tem uma loja na 211 Rue Saint Honoré, do lado da loja descoladérrima Colette. Já sai dali e aproveita o restaurante que tem no andar de baixo da Colette e come um croque madame vegetariano ótimo que tem no menu.

E tem Chantal Thomass também na Galeries Lafayette. eu particulamente não curto porque a Lafayette me dá meio que um semi ataque de pânico com aquela multidão e poluição visual, mas tá rolando bons descontos nessa época, então vale a pena o caos. Porque as peças são beeem caras. Mas vale. Paris é pra isso, pra cometer extravagâncias. Faz a louca, bota no cartão e depois lida com as consequências haha Essa é minha dica (super madura & racional).

 

 

 

 

 

 


22 abril 2014

Tão acompanhando a viagem no meu instagram? Me segue no “@carolteixeira_” ou pela hashtag #TripObscena. A viagem tá só início, ainda tem mais alguns dias. Mas preciso dizer que to cogitando seriamente voltar esse ano pra morar uns dois meses. Lugar onde minha pele e cabelo ficam ótimos, onde como crepe de nutella E emagreço (haha mistérios de Paris). Livrarias incríveis (amo!), pessoas interessantíssimas e um charme que me inspira muito pra criar. E a liberdade. A sensação de ser livre que inevitavelmente vem desse deslocamento (real e psicológico).

 

Pra quem não sabe: to acabando meu terceiro livro. Vim para Paris pra fazer isso. Esse deslocamento sempre me ajuda a criar. Mas, como sempre, a viagem me levou por caminhos completamente diferentes e inusitados, além dos planejados. Tenho tanta coisa pra contar que dariam algumas várias páginas aqui. Mas vou guardar pro livro.

 


15 abril 2014

“Acho que é mais um playlist de solteiro do que de um casal apaixonado, meu playlist não é romântico, é meio pervertido mesmo.”, me avisou Dudu Aram. Ele é produtor musical e compositor de trilhas para filme. O maior tesão dele, além da música, é viajar e é justamente isso que ele está fazendo agora: me mandou as respostas diretamente de Londres onde está acabando um filme novo. Amo playlists pervertidos. E amei as descrições. E odiei que ele não me deixou postar a primeira foto arrasante que ele me mandou antes dessa haha (meninas, vocês iam gostar…).

 

Fico devendo a foto mas a playlist tá aqui:

 

1. Rolling Stones – Gimme Shelter

Som bom pra primeira vez que vai pra cama com alguém e ambos estão loucos de tesão. Pra quando rola aquela mordida forte na boca e tirar a roupa é algo que parece levar uma eternidade, pra derrubar o copo no chão, tropeçar no tapete, escorregar nas roupas no chão se agarrando até chegar na cama.

 

2. The Kills – Baby Says

O rock n roll ainda é meu som favorito pro sexo porque engloba vários aspectos. Simples, distorcido, poucos acordes que te levam no ritmo pesado e lento. Esse som é dirty e tem uma beleza gostosa demais.

 

3. Black Sabbath – God Is Dead?

Bom, esse tá aqui porque lembrei de uma vez que caiu no shuffle do meu iPod. Ela tem uma parada que se tiver mandando bem, te da uma sensação de poder. Quem não gosta dessa sensação na hora H? E é boa que é mais longa. Tem a parte lenta e a parte rápida no final. Literalmente “Foda”!

 

4. Santogold – Unstoppable

O fato do nome ser este é coincidência. Mas encaixa direitinho. Essa sensação hipnótica é simplesmente uma das melhores. Pena que ela tem só 3 minutos. Resumindo vai no ritmo do synth sem parar que todos chegam lá.

 

5. Eddie Vedder – The Wolf

Essa faixa é instrumental, estranha, com esses gritos. Legal que não tem letra. Até porque acho que ninguém presta atenção em letra na hora do sexo. É uma puta viagem.

 

Para ouvir a playlist completa é só clicar aqui.


8 abril 2014

a-trilha-da-putaria-playlist-do-edu-k

 

Edu K é meu querido amigo louco pra caralho e um dos produtores musicais mais geniais que conheço. Vocalista do Defalla, produtor musical que arrasa do funk (‘Popozuda’, remember?) ao rock (recentemente produziu o novo disco da banda Cachorro Grande) e no que mais ele botar a mão, ele passa voando por cima de qualquer espécie de normalidade e preconceito que possa existir. E vive sua vida e arte de forma tão peculiar que podemos dizer que acaba criando uma espécie de mitologia para tudo que faz. E eu vou parar por aqui porque ele é muito difícil de ser definido – mandei agora um whatsapp pra ele dizendo: “te define aí pra eu botar na intro do blog!” E ele respondeu: “Escreve aí e depois me lê no telefone pra eu ouvir tua voz rouca de sistema operacional sexy” (porque ele diz que eu tenho a voz igual a do sistema operacional do filme Her haha). To ligando pra ler para ele, mas, com ou sem definição, curtam aí as músicas preferidas pra sexo na opinião do Edu K:

 

Em primeiro lugar, a trilha sonora de foda quintessencial:

 

1) The JB’s – Doing It To Death

 

Eu gosto da coisa lenta, longa, suada,  sacana e com muito swing nos quadris, como esta maravilhosamente malaquenta  faixa da banda de apoio de James Brown, o próprio aparecendo aqui num cameo. Gosto de faixas longas, de andamento mais baixo e que se desenrolem por uma extensão quase infinita de tempo, dando aquele toque de P(erda)T (otal) psicodélica tão essencial à uma boa sacanagem.

 

Outro mestre da putaria vem para preencher todos os espaços da segunda vaga:

 

2) Miles Davis – Miles Run The Voodoo Down

 

3) Jerry Garcia e Pink Floyd em Zabriskie Point

 

Mais uma faixa enfatizando minha preferência por canções enormes, soltas e , geralmente, instrumentais na hora de me engalfinhar com uma gata selvagem por todos os cantos da casa. Essa, em especial, é a trilha perfeita pra se perder geral, o que é sempre muito bem vindo à dois, três, quatro…e por aí vai. Se alguém aí pensou na clássica cena de Zabriskie Point, desprezada obra prima de Antonioni, acertou!

 

Yes, i’m a freaking hippie! <3

 

Last but not least, o grande mestre bon vivant da putaria e do hedonismo, que não poderia faltar nesta lista:

 

4) Serge Gainsbourg & Jane Birkin – La Décadanse

 

O tom cafona e soturno, desta que é uma das sete maravilhas do mundo de chansons de bordel francês, faz minha cabeça girar: desnorteado por uma breve perda dos sentidos,  com o estômago contraído , atravessado pelo gélido furor da antecipação, vislumbro, por detrás de pálpebras cerradas,  paredes de veludo vermelho assombradas pelas sombras tremulantes de velas centenárias esvaindo-se  em cera quente que escorre até o chão, emporcalhando  lençóis de seda cor de vinho lavados em champagne e suor; vendas, chicotes de couro e palmatórias;  braços e pernas amarrados,  nó cego de marinheiro a ver navios lá do alto do mastro principal…

 

 

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(Sim, é o Edu haha)

 

Wow, lemme catch my breath… :p

 

Para ouvir a playlist, só clicar aqui.

 


5 abril 2014

Uma das atrações da Erotika Fair desse ano foi John Stagliano (Buttman) a lenda do pornô, que criou o POV (point of view), técnica na qual uma única pessoa faz papel de câmera e ator, mostrando o sexo do ponto de vista de quem participa. Falando sobre ele com minha equipe enquanto cobríamos o evento, chegamos à conclusão de que isso é metáfora pra tudo: TUDO é questão de POV. O mundo erótico e tudo que o envolve só é digno de preconceito se olhado por um ponto de vista errado (sim, errado, porque preconceito é a pior forma de burrice).

 

 

Foto: Ferdinando Mendonça/Eduardo Graboski - Mídia São Paulo

Foto: Ferdinando Mendonça/Eduardo Graboski – Mídia São Paulo

 

O que senti em relação à feira me trouxe à mente algumas cenas desconexas, mas que unidas faziam sentido ideologicamente. Lembrei de quando entrevistei a Sasha Grey ano passado e quanto achei inspiradora a naturalidade com que ela falava sobre sexo. Ou a tiazinha que cuidava do banheiro do Cafe Photo (puteiro de luxo aqui em Sp) enquanto fazia tricô (?) que me disse, quando fiz uma matéria lá: “Não tem nada de anormal aqui, isso está na cabeça das pessoas!”. E meu papo que rolou nessa feira com Colette, criadora da X-Art (produtora pornô incrível) e as atrizes e atores. To fuck or not to fuck, essa não é a questão. As questões importantes e dignas de nóias e elaborações intelectuais são outras. Sexo é básico, sexo é bem estar. E essa foi a abordagem da feira, especialmente esse ano. Uma vida sexual saudável reflete em todas as outras áreas da nossa vida. Como disse a antropóloga sexual Betony Vernon, “o tabu maior não é só o sexo, mas o prazer”. Sentir prazer  e se preocupar abertamente com o próprio prazer precisa deixar de ser tabu. Por isso eu ficava tão feliz de ver tantos casais (aliás fiquei sabendo que a maior parte do público na feira era composta por casais, achei uma info interessantíssima) e pessoas não diretamente ligadas à cena erótica lá na feira, comprando vibradores e outros produtos, conferindo as novidades, interagindo com a galera do pornô . Vamos legalizar o sexo, gente. Sexo tem que sair do gueto. Acho que a verdadeira revolução sexual vai rolar quando as pessoas conseguirem entender que sexualidade não é algo digno de vergonha ou constrangimento, mas parte integrante e essencial do nosso bem estar, como a vida profissional ou amorosa – não é assunto menor. Minha posição em relação a isso é clara e eu tento expressar em cada post desse blog, em cada coluna minha na Vip. Quero que as pessoas trepem mais e melhor e sem culpa. Yes, we can. E na feira adorei ver que a abordagem foi a mesma. Espero que esse namoro Obscena Senhorita C & Erotika Fair tenha vindo pra ficar.

 

Não vou falar muito mais porque vocês terão aqui no blog 6 programinhas feitos para a cobertura oficial da feira. Erotika Fair e Obscena Senhorita C se juntaram para fazer a Erotika TV, com entrevistas e curiosidades sobre o evento. Entrevistei o Mr. Catra, Nasi, vários integrantes da X-Art (amei todos!) e Shiroma, o mega interessante idealizador da Erotika Fair (que já está na mão dele desde a primeira edição, há 17 anos). Falei com a galera do Centro Metamorfose, com o pessoal criativo da Trovare, com casais que participaram da experiência tântrica e com visitantes da feira. Também vou mostrar o mercadinho sexual que o pessoal da Loja do Prazer (maior sex shop do Brasil) fez lá e as mil novidades, a cápsula da Durex (uma das coisas mais legais, eu não queria sair lá de dentro) e os shows incríveis (hot hot hot!) que rolaram no palco só com gente linda. E vou mostrar os sex toys da Ovo, marca que tem vibradores tão lindo que dá vontade de botar na sala com objeto de decoração (me apaixonei!). Tem muito mais, mas não vou contar pra vocês verem depois os vídeos.

 

Eu e a querida Kaylee, atriz pornô da X-Art

Eu e a querida Kaylee, atriz pornô da X-Art

 

 

Mas assim, não esqueçam do que falei sobre POV. Se tudo é questão de ponto de vista, por que não ver as coisas pelo ângulo mais divertido?


2 abril 2014

Alicinha Cavalcanti é simplesmente a promoter mais poderosa do Brasil. Há mais de 30 anos com o mailing mais disputado do país, tem sido responsável pelas áreas vips dos eventos mais incríveis –  do camarote do Rock in Rio e mega shows internacionais até o famoso camarote da Brahma, que ela organiza há 23 anos. Fofa, leve e extremamente inteligente, ela me deu essa entrevista na casa dela contando todos os babados secretos: Ron Wood em after na casa dela, causação da Rihanna com Katy Perry no backstage do Rock in Rio, John Legend na África do Sul…Dá play no vídeo pra saber de tudo (tudo isso + imagens minhas e das minhas amigas causando no camarote da Brahma no carnaval)


31 março 2014

fausto

 

Como prometido, aqui vai a playlist sexual da semana. Dessa vez quem vai me contar quais são suas top 5 é o mestre Fausto Fawcett. Amigo querido com “um coração que é uma língua debochada dizendo yeah pra tudo”, escritor foda, multiartista arrasante, já é velho conhecido aqui do blog (foi o primeiro entrevistado dos videozinhos, se ainda não viu pode ver aqui). Mas claro que ele não ia só citar e deixar por isso mesmo: fez questão de explicar faustianamente todas as escolhas. Sorte a nossa.

 

1) Jumping Jack Flash - The Rolling Stones

 

Ganhei em 68 o compacto dulpo com essa música e mais quatro do LP Their Stanic Majesties Request e pirei total tanto com a música quanto com a capa onde as majestades satânicas, as pedras rolantes Mick, Keith, Wyman, Watts e Brian Jones apareciam fantasiados de, digamos, absurdos padrinhos da festa de 15 anos da filha de Lúcifer. Resumindo, firmei meu pacto com eles pra sempre. Meu coração é uma língua debochada dizendo yeah pra tudo.

 

 

2) Você – Tim Maia

 

Pois é, continuo naqueles idos…Primeiro disco do Tim Maia. Essa música que depois foi gravada pelos Paralamas e é sempre frequentada por muitos cantores, bem essa música assim como todas as outras do disco me arrepiou completamente, pois a voz  daquele cara era, um trovão suburbano cortando fundo as veias amorosas e festivas. Ponte entre  cotovelo doído e brega totalmente descascado e os amores de casais em automóveis na antes próspera Detroit pátria da Motown. Foda Tim Maia. Muito forever.

 

 

3) A Nona Sinfonia de Beethoven

 

(Na verdade tem um empate técnico na mente do meu coração com os concertos de Brandemburgo de Johan Sebastian Bach, mas tudo bem fica pras minhas internas, na lista vai o Beethoven)  que me foi apresentada aos quinze anos pelo livro Laranja Mecânica, aliás, a música dita erudita, clássica me foi apresentada pelo livro de Anthony Burgues (e pelo filme que, proibido, fazia os viciados em Laranja Mecânica sentirem abstinência dos que não tinham, mas o tempo passou a ditatura também e Kubrick chegou) e eu roqueiro cheio de imaginário rebelde não juntaria normalmente violência juvenil, nervosismo de urgência delinquente com musica divina dos clássicos de todos os tempos. Aquilo me desconcertou de uma maneira definitiva e jogou o coração do meu intelecto, jogou a minha visão estética do mundo noutro patamar. O personagem Alex (que mereceu depois um disco-homenagem do Sepultura) numa Londres futurista- decadente dominada por gangues lideradas por adolescentes como ele escancarava uma vitalidade, uma sensibilidade  que hoje esta devidamente oficializada institucionalizada nas grandes cidades brasileiras, a saber, a ultra violência gratuita, esporte avulso da pancadaria e matança, mas que no livro ganhava contornos poéticos bem peculiares e Alex era o sacerdote desses rituais urbanos barra pesada. Beethovem era o Deus a guiá-lo. E a mim também.

 

 

4) Sex Machine – James Brown (1970)

 

Porrada total quando ouvi o negão berrando e suingando (depois na tv dançando daquele jeito inspirador de Jagger e Michael) o grito primal de todos os gozos. Dançar ou simplesmente ficar ouvindo a marcação funky e os ataques ao microfone da boca guturando taras, ganhando no  grito a aceitação das serotoninas e dopaminas. As substâncias de prazer e recompensa  do meu cérebro adolescente totalmente acionadas. E o nome era aquele mesmo “Máquina de Sexo”. É o que somos. A ela somos condenados. É o principal plot, mote…Função do corpo na extensão e sobrevivência dos genes. Nascer, se reproduzir e morrer. Mas fantasiamos, distorcemos tudo que vem dessa maquinaentemas o gene chama pra missão que tem como coletora a morte insinuante. Maquina de viver sexo nos gritos de James Brown. Veia saltada.

 

 

5) O Superman –  Laurie Anderson

 

Tava faltando mulher nessa lista e esta tinha que ser  de fino trato geral. Tinha que ser a mulher do Lou Reed. 1982 (ou 3 ou 4 não me lembro ao certo). Quando ouvi aquele sucesso de circuito ultra experimental – off off  nova iorquino- virar sucesso cult mundial com sei lá, duzentas mil cópias vendidas, fiquei embasbacado porque a música (o disco Big Science todo)  era praticamente um mantra eletrônico. Era (é) como se fôssemos transferidos para as entranhas da mais antiga secretaria eletrônica e ela enguiçasse e começássemos a ter  uma espécie de levitação trancada, apertada num aparelho eletrodoméstico de comunicação. Era um link  entre  a primeira audição também arrebatadora e libertadora de Autobahn do Kraftwerk  introduzindo definitivamente imaginários robóticos, espiritualidade cibernética no cardápio das intenções musicais. O que agora tomou conta de forma  avassaladora do cenário musical com a frankensteinização de todos os gêneros e estilos musicais.  Com novos equipamentos, plugações e distorções  potencializando a níveis estratosféricos  qualquer track ou show. Canção chega pra lá, deixa passar o bloco dos processadores, da brutalidade dos ritmos eletrônicos cada vez mais híbridos, das paisagens sonoras que já vinham dos alemães da década de setenta e de Brian Eno oferecendo a tal da espiritualidade cibernética, a única que nos resta. Noises e drones da atualidade experimental. O Superman – estranho lirismo maquinal isso sim. Uma mulher ainda por cima super performática, dando espetáculos de simbiose com aparelhagens coladas ao corpo, utilizações inusitadas de instrumentos inventados, textos como vibrações plásticas em telas e projeções. Laurie Anderson. Grande garota.

 

Para ouvir a playlist do Fausto, dá um play aqui.


30 março 2014

Meninas, vocês conhecem a marca de massageadores e vibradores LELO, né? Além de lindos e super discretos, eles ainda tem modelos da linha luxo, que são feitos em aço inoxidável ou ouro 24 quilates, que custam até 15 mil dólares. Dessa linha você encontra até 4 produtos diferentes.

 

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Tem outros super diferentes também, como o ORA, que simula o sexo oral. Ah, tem também os da linha IDA e HULA Beads, que podem ser utilizados entre casais. Amei. Como fui a repórter oficial da Erótika Fair, dei uma passadinha no stand deles e acabei ganhando dois modelos incríveis para testar. haha Depois conto o que achei pra vocês.

Prometo.


29 março 2014

O que dizer sobre o primeiro dia da Erotika Fair? Apenas que foi um dos dias mais divertidos desse meu 2014 que começou tão bem. Isso resume tudo. Mas como sei que vocês querem saber detalhes e não vão aguentar esperar até os vídeos da cobertura serem editados semana que vem, vou contar um pouquinho do que rolou.

 

1. Me apaixonei pela X-Art

X-Art é uma das maiores produtoras pornôs da atualidade. Sabe os vídeos toscos e bregas do pornô normal? Esqueça. Criada por Brigham e Colette Field, a X-Art produz os vídeos mais excitantes e bonitos que vi nos últimos tempos. Com atrizes e atores absurdamente lindos (a maioria exclusiva da X-Art), iluminação ideal e um sexo que lembra muito as melhores trepadas que já tivemos na vida, é algo completamente diferente das outras coisas que vemos por aí. Algumas revistas tem se referido a esse movimento gerado pela X-Art como “a revolução erótica”. Falei com Colette (foto) e ela me contou tudo. Também falei com a musa Little Caprice e seu marido gato Markus. Fofos, lindos e apaixonados, eles me contaram como é ser um casal no mundo pornô, como lidam com o ciúme e como é atuar com o próprio parceiro. Confiram tudo semana que vem na #erotikatv, cobertura especial que fiz da feira e vou postar aqui no blog.

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Little Caprice, musa da X-Art.

 

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Show incrível feita por Markus e as garotas da X-Art.

 

2. Centro Metamorfose in da house!

Quem acompanha meus textos sabe que sou fã do Centro Metamorfose, centro criado pelo querido Deva Nishok (que já deu entrevista pro blog, veja aqui e leiam a matéria sobre o assunto que escrevi para a Revista VIP aqui). O método de massagem tântica criado por ele estimula o sentidos e promove o autoconhecimento, a ideia é que devemos nos despir de tudo que sabemos sobre sexo para adquirir uma nova visão sobre o assunto. Quase como limpar o sexo de todos os pesos que atribuímos a ele, de toda a visão viciada que fomos obtendo ao longo da história.

 

Pois bem, na Erótika Fair eu conversei com Sagar, um dos terapeutas do centro, e ele contou um pouco sobre o que vai rolar. Aproveita e corre pra marcar suas massagem por lá, porque vai ter um espaço específico pra isso. Já recebi várias vezes essa massagem e sempre falo que é uma experiência essencial para o autoconhecimento. Mudou completamente minha visão sobre o sexo. Mais sobre isso você também confere no #erotikatv na próxima semana.

 

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3. Durex e sua cápsula incrível

Para quem ainda não conhece, a Durex é uma das maiores fabricantes de preservativos do mundo, e chegou com tudo no Brasil. E que causou com a famosa cápsula que já esteve no BBB 14. O mais incrível é que os casais que estiverem por lá e quiserem ter um momento mais babado, com direito a mimos como chocolates e champanhe, podem aproveitar até 15 minutos dentro da cápsula. Eu fiquei louca pra entrar mas estava super concorrido. Até porque não tinha como ser diferente. ;)

 

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4.  #Badalación

Se você tem dúvida se eu me diverti entrevistando o Mr. Catra, olha essa foto.

 

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Achei o Catra no meio da multidão e tive uma papo ótimo com ele sobre as suas três mulheres, sua visão sobre sexo e sobre, claro, brinquedos eróticos. Pérolas e mais pérolas, morri de rir. 

 

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Também achei o Nasi (Banda Ira!) querido por ali, entrevistando a galera para seu programa no Canal Brasil. Virei o jogo e fiz ele virar meu entrevistado.

 

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E eis que depois desse dia de entrevistas intensas, vem o Otávio Mesquita me entrevistar pro programa dele no SBT. Claro que falei absurdos, né? Depois de um dia todo falando sobre sexo, limite é algo que a pessoa esquece o que é. haha

 

Encerrados os trabalhos, eu e minha equipe fomos embora. Peguei minhas sacolas com vários vibradores que ganhei e fui para casa. Comentário da Mila, minha assistente, ao me ver sair do carro feliz entrando em casa com as sacolas: “E a Carol indo pra casa bem acompanhada…”.

 

Se eu fosse você aproveitava e corria para participar da Erótika Fair, que vai até domingo (30/03). Para mais informações é só entrar no site ou no Facebook do evento.

 

Amanhã tem mais! Te espero por lá.

 


26 março 2014

Estão sabendo da novidade? Toda a cobertura da Erótika Fair você vai ter aqui no blog!

 

Como repórter oficial do evento, vou entrevistar a galera, mostrar as principais atrações e contar todas as novidades que estão rolando no mundo erótico. PRE-PA-RA. Prevejo causación.

 

A Erótika Fair começa amanhã (27/03) e vai até domingo.

Mais informações vocês encontram no site do evento.

 

Aproveitem e se inscrevam no canal do YouTube da Obscena Senhorita C e na nossa página do Facebook para ficar por dentro de tudo. ;)

 

Nos vemos lá!