A arte da “pintoficação”

by: Carol Teixeira -

No início de 2014 estive no Musée de L’érotisme, em Paris, e pirei. Arte erótica de todas as épocas retratando através de esculturas, pinturas e as mais variadas manifestações artísticas o sexo da forma mais livre possível. E daí eu olho pra esse mundo careta de hoje em que alguém tem seu facebook ou instagram bloqueado por mostrar um peito e penso: a galera de outras épocas era muito mais causadora do que nós. Voltei pensando que preciso muito ter mais arte erótica na minha casa, além da literatura (que já tenho bastante).

 

Eu no Musée de L’érotisme

 

Foi então que esse mês, já de volta a São Paulo, o artista Shoker me mostrou a arte dele. E me disse: “Eu chamo o que faço de ‘pintoficação’, ou seja, eternizar algo ou alguém em um falo”. Só pelo conceito adorei já antes de ver a obra dele e quando vi adorei mais ainda. E não é de hoje que os paus fazem parte da arte. Na Grécia o pau arrasava, simbolizando algo que transmitia ideais supremos e virilidade. Depois, nomes como Louise Bourgeois (minha musa!) e Jeff Koons (de quem já falei aqui) foram artistas que utilizaram o sexo em suas obras. Até Stanley Kubrick, utilizou uma escultura de Herman Makkink no filme Laranja Mecânica (chamada de Rocking Machine), lembram?

 

Escultura Rocking Machine , no filme Laranja Mecânica

Escultura Rocking Machine no filme Laranja Mecânica

 

No Brasil, Shoker faz sua parte. Confiram aqui o divertido universo fálico desse artista, começando pelo que ele fez especialmente pra mim (que já está aqui na sala chocando a faxineira, como se não bastasse ela conviver pacificamente com a quantidade de brinquedos eróticos da casa haha). O tema não podia ser diferente: Nietzsche, meu filósofo preferido. Sim, Nietzsche em forma de falo com direito a lápide ao lado escrita “Deus”. Amei.

 


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