Sobre A Obscena Senhorita C

by: mufasa -

Nasci no Rio, cresci em Porto Alegre e moro há uns bons anos em São Paulo, cidade que amo por reverberar na mesma frequência que eu. Fui uma criança mimada, caçula de quatro irmãs, o que resultou numa adolescente sem limites, com uma grande necessidade de transbordar. E estranha – mas que ninguém sabia que era estranha – algo como uma cheerleader que teve um girino como bicho de estimação, que assinava a New Yorker, era fã do Paulo Francis, lia Sartre e discutia de igual pra igual política com a mãe.

 

Morei em Miami e Londres, me formei em Filosofia, publiquei os livros “De Abismos e Vertigens” (Ed. Sulina) e “Verdades & Mentiras” (L&PM) e escrevi duas peças (que foram montadas com a direção de Zé Adão Barbosa, meu mestre gaúcho no teatro). Tive também dois programas de rádio, quando morei em Porto Alegre: o Viva o que é bom no ar (programa diário na Jovem Pan RS e SC) e Eu, a Carol e Ele (programa sobre sexo na rádio Atlântida).

 

Desde 2010 sou colunista de sexo e cultura na Revista Vip. Também tenho uma banda, Brollies & Apples (na qual canto e toco baixo) e toco como dj em festas de rock pelo Brasil.

 

Em 2012 coordenei um curso na Perestroika chamado Bitch, só pra mulheres, que contou com aulas da Márcia Tiburi, Diana Corso, Nelson Motta entre outros. Juntos investigamos a questão do feminino sob vários aspectos. Foi então que surgiu essa vontade de falar mais com o público feminino. Adoro escrever para meus leitores homens na Vip, mas eu percebi que cada vez mais as mulheres comentavam e se interessavam pelos temas abordados na coluna, minhas amigas se identificavam, as namoradas dos leitores me escreviam, eu sentia que elas também queriam fazer parte daquele diálogo.

 

Foi então que surgiu a idéia desse blog, A Obscena Senhorita C (título inspirado em A Obscena Senhora D, livro da Hilda Hilst, que amo), pra falar com as mulheres. Sobre sexo e sobre amor (assuntos que sempre considerei dignos de pensamento conceitual). E sobre ser mulher. Porque acho que falta comunicação entre homens e mulheres. E porque acredito em um pós feminismo afirmativo que ainda está por vir, uma era de menos discurso e mais ação.


Comments