Carol Teixeira é escritora e filósofa. É colunista de sexo e comportamento da Revista Vip desde 2010 e também dá cursos e palestras sobre o tema. É autora dos livros ‘De Abismos e Vertigens’ (editora Sulina), ‘Verdades & Mentiras’ (ed. L&PM) e o recém lançado romance erótico 'Bitch' (editora Record). Em 2003 escreveu duas peças de teatro, Festa de Bebete e Cenas de Amor Intenso, ambas dirigidas por Zé Adão Barbosa. Em 2016, no Teatro Cemitério de Automóveis, em São Paulo, fez uma esquete dirigida por Mário Bortolotto e recentemente assinou um dos textos de uma peça do mesmo diretor.

Em 2005 apresentou o programa diário Viva o que é Bom no Ar, na rádio Jovem Pan e em 2006 esteve no comando de Eu, a Carol e Ele, programa da rádio Atlântida (RS e SC).

É compositora e vocalista da banda Brollies & Apples e toca como dj nas festas de rock mais legais de São Paulo

Carol por Carol

Nasci no Rio, cresci em Porto Alegre e moro há uns bons anos em São Paulo, cidade que amo por reverberar na mesma frequência que eu. Fui uma criança mimada, caçula de quatro irmãs, o que resultou numa adolescente sem limites, com uma grande necessidade de transbordar. E estranha - mas que ninguém sabia que era estranha - algo como uma cheerleader que teve um girino como bicho de estimação, que assinava a New Yorker, era fã do Paulo Francis, lia Nietzsche e discutia de igual pra igual política com a mãe. Morei em Miami e Londres, me formei em Filosofia, publiquei os livros “De Abismos e Vertigens” (Ed. Sulina) e “Verdades & Mentiras” (ed. L&PM) e o mais recente, “Bitch” (editora Record), um romance erótico existencial. Desde 2010 sou colunista de sexo na Revista Vip, uma espécie de Carrie Bradshaw um pouco mais hardcore.

Também tenho uma banda, Brollies & Apples (na qual canto e toco baixo) e toco como dj em festas de rock pelo Brasil. Em 2012 coordenei um curso na Perestroika (sobre todos os âmbitos do poder da mulher) só pra mulheres, que contou com aulas da Márcia Tiburi, Diana Corso, Nelson Motta entre outros. Juntos investigamos a questão do feminino sob vários aspectos e isso intensificou minha vontade de falar mais com o público feminino.

Adoro escrever para meus leitores homens na Vip, mas percebi que cada vez mais as mulheres comentavam e se interessavam pelos temas abordados na coluna, minhas amigas se identificavam, as namoradas dos leitores me escreviam, eu sentia que elas também queriam fazer parte daquele diálogo. Foi então que surgiu a idéia desse blog, ‘A Obscena Senhorita C’ (título inspirado no livro ‘A Obscena Senhora D’, da Hilda Hilst, que amo), pra falar com as mulheres. Sobre sexo e sobre amor, assuntos que nunca considerei menores. E sobre ser mulher, com toda a deliciosa complexidade que temos a sorte de ter. Acredito em um pós-feminismo afirmativo que ainda está por vir, uma era de menos discurso e mais ação. Tento fazer minha parte para essa bela era matriarcal que temos pela frente.