Dicas pra aumentar sua libido

by: Carol Teixeira -

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Muitas mulheres reclamam da falta de libido. Os motivos são variados, seja por efeito colateral da pílula anticoncepcional, remédios ou simplesmente alguma fase difícil da vida ou relacionamento, todas nós já passamos por isso. Eu aqui no blog estou sempre tentando ajudar vocês nessa questão (lembram do A Culpa é do Manara ? ) porque além de ser uma apaixonada pelo erotismo, tenho muita consciência de que a libido é uma energia vital (minha monografia quando me formei em Filosofia foi justamente sobre a “sexualidade como afirmação de vida”) e ter ela equilibrada reflete positivamente em todas as áreas da sua vida.

Então chamei aqui três profissionais de diferentes áreas para falar um pouco sobre o assunto e dar dicas poderosas para aumentar sua libido: o ginecologista Eduardo Tomioka, a psicóloga e terapeuta de casais Daniela dos Santos Pereira e a terapeuta tântrica Samvara.

Aproveitem! <3

 

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Dicas da psicóloga

Daniela Pereira disse que a falta de libido do ponto de vista psicológico é um sintoma do indivíduo e/ou da relação que simboliza e aponta, muito provavelmente, para outras insatisfações ou faltas na relação a dois. Segundo ela não dá para medir a libido sem contextualizar a vida do indivíduo e do casal. Essa falta só é um problema se houver uma insatisfação de alguma das partes – e isso depende do grau de importância que cada um da para libido em sua vida. Ela falou mais sobre isso pro blog:

“Do ponto de vista emocional existem fatores que podem afetar diretamente a libido podendo diminuí-la, tais como: luto, mudança de emprego, stress, ansiedade, problemas familiares. Penso que para aumentar a libido é necessário, antes de tudo, fazer uma reflexão sobre como esses diversos fatores podem estar impactando a sua libido. Mas, para além desta análise, considero muito importante se perguntar: o que eu imagino que preciso para ter tesão pelo outro? O que essa pessoa precisa representar simbolicamente para mim para me inspirar, me excitar? E essa relação em que me encontro é atrativa e excitante pra mim, não apenas do ponto de vista sexual?

Pela minha experiência clínica, de maneira geral, para mulher, as preliminares acontecem o tempo todo, não sendo tão somente aquelas carícias em pontos erógenos que acontecem muitas vezes apenas naqueles momentos que antecedem a relação sexual. Em outras palavras, para muitas mulheres as preliminares começam ao se sentirem admiradas, cuidadas, queridas, e desejadas, mas não apenas na cama.

Individualmente, a mulher pode estar passando por um momento em que fatores psicológicos levam à diminuição de libido. E do ponto de vista relacional, cabe se perguntar que prazer (não sexual) essa relação está te dando?

Há mulheres que se acomodam em ter uma vida sexual pouco satisfatória e até mesmo sentem-se inibidas em falar sobre isso com amigas, médicos, terapeuta e até mesmo com o marido. Acabam muitas vezes cedendo às investidas do parceiro para fazerem sexo, fingem que gostam, fingem o orgasmo. Quando chegam à terapia, muito poucas trazem isso como uma queixa inicial, e o empobrecimento da vida sexual só vira tema de terapia depois de outros assuntos considerados mais importantes terem sido abordados.

E como o parceiro pode ajudar quando o outro está com falta de libido? Em minha opinião, do ponto de vista psicológico (ou seja, excluindo-se aqui fatores endógenos, tais como problemas de saúde em um dos indivíduos), é preciso entender que o problema não está DENTRO do outro, mas sim ENTRE o casal. Ou seja, culpabilizar o outro, tornando-o o único responsável pela retomada da libido e melhora na qualidade e frequência das relações sexuais não depende só de um, mas dos dois. 

Em suma, dispor-se a entender a libido do ponto de vista psicológico não é como tomar uma pílula de rápido efeito. Pelo contrário, requer disponibilidade emocional de se entregar à reflexões, crenças e lembranças que podem, por vezes, ser doloridas, até mesmo por terem sido evitadas ao longo do tempo. Isso sem contar que muitas vezes o assunto nem é trazido espontaneamente pelo paciente e o tema só é considerado depois de uma pergunta direta do terapeuta: como está o sexo entre vocês?”

 

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Dicas tântricas

Samvara, uma das terapeutas tântricas mais poderosas de São Paulo, deu até exercício pra melhorar a libido. Confere aqui:

“Uma das causas da baixa libido nas mulheres é o enfraquecimento do músculo que sustenta os órgãos da pelve, útero e bexiga, o músculo essencial para o prazer sexual, o chamado músculo PC. Fortalecendo-o, aumentará o fluxo sanguíneo na região pélvica, favorecendo a libido e ajudará ter orgasmos mais intensos. Proporciona a força necessária para dar prazer intenso ao parceiro e esquentar a vida sexual.

Para identificar o músculo PC, comece a urinar e, então, pare antes de terminar. É este músculo que usamos para isso. Uma vez identificado, vamos aos exercícios:

 

A – Flexões do músculo PC

  1. Inspire e relaxe o músculo PC.
  2. Expire e contraia o músculo PC, puxando-o para dentro do corpo.
  3. Repita 09 ou 18 vezes.
  4. Em seguida, contraia o músculo PC durante 10 segundos enquanto continua a respirar tranquilamente.
  5. Repita 10 vezes. À medida que for acostumando, faça cerca de 100 contrações diárias, divididas em 3 vezes.

 

B – Compressões vaginais

  1. Deite-se ou sente-se na beirada de uma cadeira e introduza dois dedos na vagina, até a segunda falange.
  2. Comprima o músculo PC em trono dos dedos. Você deve sentir uma leve contração das paredes da vagina em torno dos dedos.
  3. Separe os dedos. Em seguida os relaxe , mas os mantenha afastados, e contraia o músculo PC para ver se vc consegue juntar os dedos. Com a prática, vc conseguirá comprimir os dedos juntos com força cada vez maior.
  4. Repetir 09 ou 18 vezes.

Massagem Tântrica é outra prática corporal que indico para aumentar a libido feminina, despertar a energia sexual, fortalecer e trazer consciência para a região pélvica e genital. Desenvolve a sensibilidade na pele, músculos sexuais, amplia sensações e prazeres nunca antes sentidos. Uso toques e estímulos específicos que trazem consciência do potencial de prazer do corpo e proporciona orgasmos com qualidades excepcionais, disparando a descarga elétrica por todo corpo, levando à estados alterados de consciência e transcendência.

Na minha experiência como Terapeuta Tântrica, Naturopata e Fitoterapeuta, indico uma erva chamada Damiana (Turnera diffusa). É uma erva maravilhosa, possui componentes afrodisíacos. Aumenta o desejo sexual e o muco cervical, ou seja, aumenta a lubrificação vaginal. Existem várias indicações para o uso da Damiana, entre elas: debilidades sexuais femininas e masculinas, melhora circulação sanguínea, aumenta a imunidade, estimula o sistema nervoso e órgão genitais, fraqueza geral e muitas outras. Mas, tem também contra indicações: não pode ser usada durante a gravidez, na fase de amamentação e na hipoglicemia. Não deve ser usada com outras drogas estimulantes como café, guaraná, cola e ginseng.

Deve ser usada por curtos períodos porque pode causar ansiedade, insônia, taquicardia e síndrome do colo irritável. É seguro usá-la por 15 dias na forma de infusão. Tem efeito rápido e muito eficaz.

Ferva um litro de água, apague o fogo e acrescente 01 colher de sopa rasa das folhas secas. Tampe por 10 minutos. Coe e tome 03 xícaras da infusão ao dia. Lembrando que o chá tem validade por 08 horas.”

 

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Dicas do médico

O ginecologista Eduardo Tomioka  disse que a disfunção sexual feminina é, na maioria das vezes, multifatorial, então muitas vezes é necessária a participação de um time multidisciplinar. Às vezes, além do ginecologista, dependendo do problema, precisa do apoio de psiquiatras, terapeutas sexuais ou fisioterapeutas. Aqui ele contou como a medicina pode te ajudar nisso:

“As causas mais comuns da redução da libido feminina são:

–       Climatério com sua consequente queda dos níveis hormonais e outros problemas decorrentes da evolução etária,

–       Ação medicamentosa que deterioram o desejo sexual: anticoncepcionais, antiestrogênicos/androgênicos (usados nos tratamentos adjuvantes para cânceres hormônio-dependentes, na endometriose, na redução volumétrica de miomas uterinos, na alopecia, entre outras terapias), quimioterápicos, alcoolismo, tabagismo e antidepressivos (atualmente muito importantes face a frequência elevada de aplicação na prática diária),

–       Fatores psicogênicos geradores de ansiedade/depressão,

–       Fatores metabólicos: hipotireoidismo, hipo ou hipercortisolismo,

–       Fatores anatômicos locais geradores de dor ou impossibilitando o intercurso,

–       Outros fatores: saúde geral e sexual do parceiro, qualidade do coito, etc.

Tratamentos utilizados na prática clínica:

 

1 – Terapias não farmacológicas:

            1a – Tratamento dirigido: terapia sexual,  fisioterapia pélvica (casos de dor, vaginismo e flacidez do soalho pélvico) e psicoterapia

1b – mudanças no estilo de vida

1c – melhora da imagem corpórea

1d – lubrificante/hidratantes genitais

1e – dispositivos mecânicos que provocam a possibilidade excitatória clitoridiana: sucção/vibração

 

2 – Terapias farmacológicas hormonais: Testosterona, estrogênios e androgênios 

3 – Outras terapias farmacológicas:

3a – Inibidores da fosfodiesterase: usados principalmente entre usuárias de inibidores de receptação de serotonina (antidepressivos)

3b – Agentes psicotrópicos: agonistas da dopamina, Bupropiona, Buspirona, Flibanserin.

 

4 – Laser: atualmente tem se mostrado uma poderosa ferramenta de melhoria do epitélio vaginal atuando na produção de colágeno e, assim, incrementando a percepção tátil do contato sexual.”

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