Minhas jóias eróticas

by: Carol Teixeira -

(foto by Jean Pierre Kruze / styling by Roberta Weber)

 

Dia 16 vai ser o lançamento da minha linha de jóias eróticas para a Essere Jóias. O nome da coleção não tinha como ser outro né? A Obscena Senhorita C.

Aqui vai meu texto de apresentação que vai estar no catálogo que fala um pouco de como criei o conceito tentando abordar as faces do erotismo que fazem sentido para mim. E abaixo o vídeo liindo que fizemos (dá para espiar algumas das jóias ali, mas dia 16 prometo postar todas elas). Espero que gostem <3

 

“Sempre digo que sexo para mim é muito mais do que sexo. As pessoas geralmente o reduzem ao ato em si mas os desdobramentos do erotismo são infinitos. Por isso sou apaixonada por escritores e pensadores que falam da sexualidade como transcendência (Bataille, Marquês de Sade) ou que investigam as relações de poder contidas no erotismo (Camille Paglia, Oscar Wilde). Não por acaso me tornei também alguém que usa as palavras e a filosofia pra ir de encontro a esse algo mais que é o sexo e, através dele, entender o indivíduo, a sociedade e a mim mesma. Essa linha de jóias A Obscena Senhorita C para Essere Jóias veio como uma expressão estética dessa minha filosofia tendo como base o empoderamento da mulher através da posse da própria sexualidade.

A coleção é dividida em SOFT e HARD, numa referência clara ao softcore e ao hardcore. Na primeira coloquei minha relação com o tantra, a simbologia linda dos chakras, da kundalini e a dualidade (tão tipicamente feminina) que trazemos na nossa essência reafirmando minha ideia de que toda mulher tem o direito de ser tudo e viver todos seus arquétipos (santa, pecadora, doce e poderosa) por mais contraditória que possa parecer. Na segunda trouxe meu fascínio estético pelo BDSM, o complexo universo da dominação e submissão e também pequenas transgressões unindo de forma divertida o sagrado com o pornográfico (que, se você pensar bem, no fundo não são coisas tão diferentes assim).

Welcome to the wild side, babe.”

 

(video by Francisco Miron)


Comments