Paris – Parte 1

by: Carol Teixeira -

Pra começar o papo sobre minha viagem, preciso postar essa foto minha na qual eu estou atravessando uma rua em Pigalle com o look mais descombinante do rolê. Diagnostiquei isso como : efeito colateral da liberdade. Fico livre demais e começo a usar roupas estranhas, é sempre assim 🙂

 

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Vou contar aqui algumas coisas legais que rolaram lá, boas dicas. Mas calma que é só a primeira parte. Depois tem a segunda. E depois tem o vídeo especial Paris com os babados de verdade. E depois tem o livro – daí sim, causación ad infinitum.

 

Mapplethorpe no Grand Palais

 

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Amo o Robert Mapplethorpe. “Só Garotos”, o livro de Patti Smith sobre a relação deles foi uma das coisas mais legais que li nos últimos tempos e tem trechos que ficam ecoando na minha mente mesmo tendo passado mais de um ano após a leitura. Nunca tinha visto uma exposição das fotos do Mapplethorpe então quando fiquei sabendo que estava roalndo no Grand Palais, imediatamente esse foi eleito o primeiro programa a ser feito. Fui sozinha e saí inspiradíssima, tomada pela energia erótica das fotos e feliz de ver Mapplethorpe exposto num dos templos da arte na França, tendo o reconhecimento que ele merece, contrariando críticos como Robert Hughes que o considerou um “fotógrafo superestimado”. Em meio às fotos, a expo traz citações do artista que resumem bastante o conceito de sua arte tipo: “I’m looking for perfection in form. I do it with portraits, I do it with cocks, I do it with flowers.”. Pra completar, tem a lojinha na saída que tem obras dos meus amados Ginsberg, Burroughs, Kerouac (amo/sou beat generation) e, claro, do Mapplethorpe e Patti Smith. Dá pra conferir aqui algumas imagens da expo com comentários da própria Patti Smith.

 


Visite guidée: l’expo Robert Mapplethorpe avec Patti Smith (via telerama)

 

Le fabuleux destin d’Amélie Poulain

 

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Lembra aquele café art deco fofo que a Amelie Poulain trabalhava no filme? Então, ele existe. E é um amor. Fica na 15, rue Lepic – vai lá. Sentei no lugar com minha amiga Rose (foto), antes de ir no museu do sexo ali perto. Tomamos um vinho incrível e comemos comidinhas ótimas. Garçons queridos, preços acessíveis e o clima fofo que remete ao filme que eu amo. Ali perto, na 37 Boulevard de Clichy, tem o Palace Video, sex shop na qual o personagem Nino trabalhava ( mas como foi reformada, não tem totalmente o mesmo clima, mas ainda assim é legal conhecer). As duas dicas foram dadas pela minha amiga Ana Manfrinatto que mora lá em Paris e tem esse ótimo blog aqui.

 

Método DeRose, oh oui

 

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Para uma pessoa apaixonada por yôga como eu, encontrar um Método DeRose a poucas quadras do meu hotel em Paris é tipo o paraíso. Mas, tirando a parte da localização, o resto não foi coincidência: saí de SP com tudo organizadinho e fui super bem recebida pelo Maicon, que foi meu instrutor lá. O lugar é lindo, parece uma caverninha, perfeito pra se desconectar de tudo. Eu saía de lá renovada & reenergizada, pronta pra causar pela cidade. Acho bom quando, no meio da descontextualização, rola algo que lembre nossa rotina. Me senti super local indo fazer minha aula em Paris. Fica na 65, rue Saint-andré-des-arts

 

Lado B

 

Não sei vocês, mas eu quando viajo adoro descobrir as coisas que as pessoas que moram lá fazem. Sair um pouco do rolê turístico e sentir a cidade do ponto de vista de quem vive o dia-a-dia do lugar é sempre mais intrigante pra mim. Um blog bom pra isso é o Paris Lado B, do meu amigo Gabriel Brust. Provavelmente o melhor blog sobre Paris, pra quem, como eu, curte esse lado B das cidades.


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